A memória tem destas coisas, o cheiro da erva acabada de cortar traz-me sempre doces recordações e um sorriso aos lábios.
Lembro com carinho mi güelo segando la yerba y espardiendola con'l gadañu, neña ponla en el montonuco.
Os prados verdes salpicados de gado e emoldurados pelas montanhas, ao fundo o azul inconfundível do Cantábrico, a liberdade de um espaço sem fim entre-cortada pelo zenir certeiro da segadora. E o cheiro?
A ti mi güelo te devo esta dulce morriña, te devo el orgullo de apellidarme Mariño y aunque haya nacido en Lisboa, te devo el ol orgullo de ser Asturiana!
Sem comentários:
Enviar um comentário